Ainda que com duas mudanças em relação à votação da primeira denúncia contra Temer, não é difícil achar explicação para a posição assumida por cada deputado federal de Alagoas na votação de ontem.

Vejamos:

Arthur Lira – provavelmente é o deputado federal em melhor situação para as eleições do próximo ano. Conta com o apoio de mais de 30 prefeituras interioranas, cidades onde o eleitorado segue com mais rigor seus dirigentes.

Carimbão – assim como agiu com o ministro da Cultura, também agora se manifestou com sua conhecida bravata, em busca de um eleitorado específico, mais identificado ao ex-presidente Lula.

Cícero Almeida – errático, já tinha demonstrado o quanto estava incomodado com as críticas que recebera pela posição anterior, de defesa de Temer. É um candidato a estadual que precisa de votos espontâneos.

Marx Beltrão – é ministro, condição que dificilmente assumiria se o presidente não fosse Temer. ( Pelo menos nesta fase inicial de sua carreira de nacional.)

Maurício Quintella – “achou” um ministério quando sua situação eleitoral não se apresentava das mais promissoras para 2018. É verdade que ele sempre tem contrariado expectativas, mas sua situação de agora é melhor no reinado de Dilma.

JHC – depende e muito do voto de opinião, mais crítico e politizado. Com um presidente de 3% não poderia ser outro o seu voto.

 Paulão – o voto mais óbvio, “contra o golpe” e para o seu público.

Pedro Vilela – o jovem deputado vem fazendo um mandato muito criticado e ficou em situação ainda mais vexatória com a ausência na primeira votação. Agora, votou em busca do território perdido.

Ronaldo Lessa – tem feito o mandato mais coerente e tranquilo. Também é candidato de eleitorado tradicionalmente urbano e progressista.